Instituições do país e do exterior realizam visitas a Funarbe em busca de um modelo referência em gestão, inovação e comercialização de excedentes de pesquisa.
Ao longo do ano, a Fundação Arthur Bernardes abre suas portas para receber visitas de instituições nacionais e internacionais interessadas em conhecer, na prática, um modelo consolidado de gestão de projetos. Diante disso, as visitas técnicas, organizadas pela Unidade de Projetos em conjunto com a Diretoria Executiva, têm se consolidado como um importante espaço de troca de conhecimento, experiências e boas práticas.
Segundo Gabriela Pires, coordenadora do setor de Negócios e Parcerias, essas visitas são estratégicas para a visibilidade da instituição.
“A Funarbe ocupa uma posição de relevância hoje no cenário de fundações de apoio. Essa troca dissemina nossa identidade institucional e fortalece nossas parcerias.”, afirma.
Um modelo que inspira outras instituições
O principal interesse dos visitantes recai sobre as Unidades de Ensino, Pesquisa e Extensão (UEPEs) da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Nesse contexto, a Funarbe e a UFV foram pioneiras na formalização da gestão e comercialização dos produtos excedentes gerados em pesquisas acadêmicas.
Hoje, esse modelo se tornou referência nacional e desperta o interesse de instituições que buscam replicar ou adaptar essa experiência em suas realidades. Além disso, a presença de uma indústria (Laticínio Escola) e um varejo (Supermercado Escola) dentro da estrutura da Fundação torna o modelo único e atrativo para novos parceiros.
Visitas que geram conexão e aprendizado

Durante as visitas, os convidados têm a oportunidade de conhecer de perto os fluxos de trabalho, discutir desafios comuns e explorar soluções aplicadas no dia a dia da gestão de projetos. De acordo com Gabriela Pires, o principal diferencial está na troca direta entre as equipes.
visitas
Destaque para as visitas de 2026
Em 2026, a Funarbe já recebeu três visitas institucionais, cada uma com objetivos específicos e agendas personalizadas para atender às demandas dos participantes.
Universidade Rainha Njinga a Mbande: Conexão internacional
| 24 de março de 2026



Primeiramente, a Universidade Rainha Njinga a Mbande, da Angola, buscou referências para modernizar a gestão de projetos. Com isso, mostraram grande interesse pela estrutura da Funarbe no apoio à UFV. Nesse contexto, enxergaram no modelo da fundação uma meta de desenvolvimento a longo prazo para a Angola.
UFRJ: Foco em resultados e comercialização | 01 de abril de 2026


A comitiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro buscou aprender como replicar o modelo das UEPEs. Para eles, a adoção do modelo tem como objetivo que os recursos gerados pela universidade retornem ao fomento da própria pesquisa. Nesse momento, os visitantes conheceram a loja física em que são comercializados os excedentes de pesquisas, conhecida localmente como a “lojinha das UEPEs”. Neste local os produtos são vendidos diretamente ao público, um detalhe logístico que facilita a transparência.
FAPESE: Estrutura organizacional e processos | 14 de abril de 2026




A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (FAPESE) focou na composição das equipes de trabalho e na solidez da estrutura organizacional da sede, que reflete a robustez necessária para gerir o alto volume de captação da Funarbe.
Conhecimento que gera impacto
Assim, ao receber instituições de diferentes regiões do país, a Funarbe reforça seu compromisso com a disseminação de boas práticas e com o fortalecimento da gestão de projetos no ambiente acadêmico e institucional.
Dessa forma, a Funarbe contribui ativamente para a construção de soluções que podem transformar o modo como projetos de ensino, pesquisa e extensão são geridos em todo o país.
“A gente não tem problema nenhum em receber e em contribuir para a melhoria do processo de gestão de outras instituições. Todos sentem muita liberdade em perguntar e entender, sentindo-se acolhidos pela Funarbe. Assim, conseguimos transmitir a imagem de que as fundações podem chegar muito além de onde estão hoje.”
Por fim, as visitas técnicas se estabelecem como uma estratégia importante de cooperação e desenvolvimento. Como resultado, é possível ampliar o alcance de um modelo que alia eficiência, inovação e impacto social.

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