Há 100 anos, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) transforma conhecimento em desenvolvimento. Há 46 anos, a Funarbe trabalha para que essa transformação aconteça todos os dias.

A trajetória da Universidade Federal de Viçosa (UFV) completa um século de transformações em 2026, consolidando um legado que começou em 28 de agosto de 1926. Inaugurada como Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav) pelo então presidente Arthur da Silva Bernardes, a instituição nasceu para unir o ensino teórico à prática experimental. O modelo, inspirado nos Land-Grant Colleges norte-americanos, valoriza o “aprender fazendo” e projeta a universidade como referência mundial.
Para sustentar essa excelência, a Fundação Arthur Bernardes atua, desde 1979, como a engrenagem estratégica que transforma o conhecimento acadêmico em impacto real para a sociedade. Enquanto fundação de apoio, sua missão é criar condições para que a academia possa concentrar seus esforços naquilo que realmente importa: o saber.
Funarbe e UFV: parceria construída ao longo de décadas
A história da Funarbe acompanha a evolução da própria UFV. Em 1979, a Fundação assume a gestão do Posto de Abastecimento da Universidade, atual Supermercado Escola. No ano seguinte, passa a administrar a Usina Piloto, hoje Laticínio Escola, que funcionava como um laboratório de aulas práticas. É nesse espaço que nasce o Doce de Leite Viçosa, hoje reconhecido internacionalmente como um dos produtos mais tradicionais da instituição.

Em 1985, a Funarbe amplia sua atuação. A partir desse momento, passa a gerir projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação. Desde então, a Fundação viabiliza contratações, compras, importações, prestação de contas e diversas atividades administrativas. Com isso, pesquisadores e equipes dedicam mais tempo ao desenvolvimento científico e tecnológico.
Ao longo dos anos, essa parceria também acompanha a expansão da universidade. Novas estruturas são criadas. Programas são fortalecidos. Projetos chegam a diferentes regiões do Brasil e do mundo. Atualmente, a Funarbe é credenciada pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além da UFV, apoia mais de 16 instituições em todo o país.
A experiência de quem conhece os dois lados
Para o atual reitor da UFV, professor Demetrius David da Silva, a relação entre as duas instituições é, acima de tudo, uma lição de vida. Antes de assumir a Reitoria, ele presidiu a Funarbe entre 2006 e 2011. Foi nesse período que compreendeu a dimensão estratégica da Fundação para o desenvolvimento da universidade. Segundo o reitor, a vivência na instituição foi fundamental para prepará-lo para gerir a magnitude de uma universidade centenária.

Demetrius David da Silva | Reitor da Universidade Federal de Viçosa
“Eu pude perceber claramente a relevância da Funarbe no desenvolvimento da universidade quando tive acesso às informações das captações de recursos para pesquisa e inovação tecnológica gerenciados pela Fundação”, afirma o reitor.
Para ele, a missão da Funarbe é indissociável da universidade:
“A Funarbe só existe por causa da universidade. Ao lado de uma grande universidade, sempre tem que se ter uma grande fundação de apoio”.
Segundo Demetrius, a Fundação é o braço que garante a sustentabilidade institucional e a proatividade necessária na captação de recursos para inovação, especialmente em cenários de financiamento complexos.
Ciência que acontece dentro e fora da UFV
A história da UFV sempre aproxima conhecimento e sociedade. Essa característica aparece desde a criação da Semana do Fazendeiro, em 1929. Hoje, quase um século depois, o evento chega ao centenário da universidade com uma edição histórica de nove dias e cerca de 400 cursos e atividades. A iniciativa continua levando conhecimento ao campo e fortalecendo a extensão universitária.

Ao mesmo tempo, a parceria entre a UFV e a Funarbe impulsiona novos projetos. A Fundação apoia programas institucionais, fortalece a pesquisa, viabiliza eventos científicos por meio de editais de apoio à academia e à comunidade. Também participa da implantação de estruturas que representam o futuro da universidade, como o Restaurante Escola e a Usina Hidrelétrica Escola, a Usina da Casquinha.
Além disso, um dos pilares dessa parceria é o “Somos Escola“. Nessa iniciativa, as unidades de negócio vão além da atividade comercial. Elas funcionam como espaços de ensino, pesquisa e extensão que não consomem recursos públicos para sua manutenção.
Símbolos de um marco histórico
O centenário imortaliza sua importância com o lançamento da edição especial de 100 anos da lata de doce de leite e também pela produção de uma moeda oficial comemorativa em parceria com a Casa da Moeda.
Além disso, o encerramento deste primeiro século projeta o futuro por meio de iniciativas como a criação do Fundo Patrimonial, uma parceria estratégica entre a UFV e a Funarbe que busca garantir recursos para que a pesquisa continue avançando.
Por fim, a mobilização da comunidade atinge seu ápice em agosto com eventos como a Meia Maratona do Centenário, no dia 23, e o Baile de 100 anos, em 28 de agosto, data oficial da fundação da universidade. Esses momentos celebram o impacto real de uma instituição que já formou mais de 80 mil profissionais e que, com o apoio da Funarbe, segue construindo um futuro fundamentado na excelência e no compromisso com o desenvolvimento do país.
Por isso, celebrar um século é honrar o passado enquanto construímos a inovação que transformará o país nos próximos cem anos. Porque a ciência acontece todos os dias. E o futuro começa agora.
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